Terminator - Deleted Scene

Na madrugada da passagem de ano, revi o clássico “O Exterminador Implacável”.






A história é relativamente simples; em 2029, as máquinas dominam o mundo e têm a humanidade à beira do extermínio.
Neste contexto, as máquinas enviam um exterminador para o ano de 1984, na esperança de assassinar Sarah Connor.






Sarah Connor é a mãe de John Connor, o líder da resistência humana em 2029. Ao matarem a mãe do inimigo, as máquinas pretendem eliminá-lo antes de ter nascido.




John Connor, ao descobrir o plano, envia para o ano de 1984 um dos seus melhores soldados, o Kyle Reese.




O que John Connor sabia, mas Kyle não sabia, é que o Kyle teria um envolvimento romântico com a Sarah Connor antes de morrer a lutar com o exterminador.
O fruto desse romance é o próprio John Connor. Kyle Reese é o seu pai.

Resumindo, Kyle foi enviado para 1984 sabendo que tinha de proteger a Sarah Connor.
Ao enviá-lo, John sabia que a missão de Kyle não era só proteger a Sarah, mas também fazer amor com ela de forma a que ele, John, pudesse nascer.
Isto, além de saber que estava a enviar o próprio pai para a morte.


Dado o mote, descobri o script de uma cena que, felizmente, foi cortada do produto final. Trata-se da conversa entre John e Kyle, antes de este iniciar a sua viagem no tempo. John queria certificar-se de que Kyle teria um envolvimento romântico com a Sarah; caso tal não acontecesse, mesmo que Kyle matasse o Exterminador, John não nascia à mesma.

Começa assim:

John Connor e Kyle Resse encontravam-se à porta da máquina do tempo; tinham invadido as instalações da Skynet, havia faíscas e explosões por toda a parte, mas um dos exterminadores fez a viagem até 1984.
Connor, sem perder tempo, pediu a Kyle que se preparasse para perseguir o Exterminador:

-Estás preparado, Kyle?
-Estou, Connor.

-Sabes qual é a tua missão?
-Claro, Connor; identificar o Exterminador e salvar a sua mãe, a Sarah Connor.

-E por que razão tens de a salvar?
-Se ela morrer, o John Connor nunca vai nascer e deixamos de ter o líder da resistência.

-Muito bem. Já que falamos disso, quero dizer-te uma coisa...
-Sim, John?

-Bom, lembras-te da fotografia que te dei da minha mãe, quando ela era nova?
-Claro, guardei-a que nem um tesouro.

-A minha mãe era bonita, não achas?
-Sim, como uma santa. A santa que deu à luz o nosso intrépido líder.

-Era o que temia. A minha mãe é uma figura quase divina para ti, não é?
-Claro, John! Deu à luz o intrépido lider da nossa resistência...

-Já percebi; mas eras capaz de dormir com ela?
-Nunca, John! Era incapaz de cometer tal sacrilégio!

-Não estás a perceber; estou a dizer que, se quiseres, podes.
-... Tem razão, John. Não estou a perceber.

-Podes ter sexo com a minha mãe.
-John... Sente-se bem?

-Claro que me sinto bem, só estou a pensar em ti, rapaz. Vais viajar para 1984, onde não conheces ninguém e não podes voltar para cá... Só quero que te sintas à vontade.
-Obrigado, John. Mas só vou pelo privilégio de proteger a Sarah Connor.

-Com a qual podes ter sexo...
-Por que está sempre a falar disso? Já vou ter as mãos cheias a protegê-la do Exterminador! É uma máquina assassina, implacável, impiedosa...

-Eu sei, mas por outro lado tens a minha mãe; ancas firmes, cara bonita, seios suculentos...
-Pare de dizer essas coisas!

-Kyle, só estou a dizer que, entre tiroteios, podes dançar o mambo horizontal com ela...
-Posso fazer o quê?

-Ora, Kyle, não te faças tu de santo. O “mambo horizontal”, o “jogo do vai-vém da salsicha”, a “brincadeira do martelo pneumático”...
-Mas o John bateu com a cabeça ou quê?

-Não, nada disso...
-Posso entrar na máquina do tempo, então? É que já não estou a gostar da conversa!


-Muito bem, podes. Mas antes, recapitula a tua missão.
-Acabei de o fazer...

-Kyle, a tua missão é importantíssima, não podemos correr riscos!
-Está bem! Vou para 1984 proteger a Sarah Connor do Exterminador.

-E...?
-“E” o quê? Mais nada!

-Claro, só para saber se está tudo esclarecido.
-Está!

-Mas se quiseres dar uma queca na minha mãe, estás à vontade...
-Basta! É a gota de água!

-Porra! Isso digo eu, arre!
-Sim, e com que direito? Acha normal o que me esteve a dizer?

-Só te estava a pôr à vontade, rapaz!
-Ah sim? Era assim que punha os seus amigos à vontade antes da guerra? “Ah, anda lá a casa jantar e se quiseres, podes comer a minha mãe?”

-E tu? Oferecem-te chicha de primeira e recusas? És maricas ou quê?
-Maricas???

-Sim, porra! Estou a dar-te um salvo-conduto para papares a minha mãe, qual é o problema?
-Eu... Ainda não percebeu a gravidade do que está a dizer?

-Qual gravidade?
-Quando é que o John Connor deixou de ser o líder da resistência e passou a ser o “chulo temporal” que vejo à minha frente?

-“Chulo”? Olha lá, tás a chamar a minha mãe de puta? A minha mãe era uma santa, ouviste?
-Era o que eu pensava até há cinco minutos atrás!

-Como assim, “era” o que pensavas?
-Bolas, pelo que percebo, devia ser a bicicleta da aldeia!

-Ah, meu filho da puta...
-Eu? Tem a certeza que esse sou eu?

-Vou-te partir todo!
-Vais? E eu vou partir a tua mãe toda, por trás! Ali, pimba, pimba!

-És um homem morto! Ninguém fala assim da minha mãe, nem o meu pai!
-Acredito! Mas o filho, vai lá, vai...


E antes que John Connor sacasse da pistola, Kyle accionou a máquina do tempo para cumprir a sua missão. O resto, como sabemos, é história.

5 comments:

Miguel M. disse...

ah ah ah ah ah ah
Grande história!

Um abraço e um bom ano de 2010.

P.S.- Gostei da nova imagem do blog. Vai ser o arranque do blog. Mais um arranque, sem pausas! Espero que seja a sério.

Anabela disse...

Eh eh eh eh eh eh
A história é mm assim .. sem tirar nem por ...

Bom regressso e 2010 com muita saúde

Quantum disse...

Hello MM, meu amigo!
Obrigado pela crítica, pá. Isto estava muito escuro e constrangedor, parecia um quarto mal iluminado.

Sim, hei-de cá vir com mais regularidade.
Estive para fechar a loja, mas já passou.
Abraço!

Quantum disse...

Olá, Anabela, antes de mais deixa-me desejar-te o mesmo para o ano que agora inicia.

Mas olha que era assim que estava escrito, em português e tudo.
Juro pela saúde do Pinto da Costa.

Atão e tu, o teu blog tá paradito...

Muchas, muchas gracias!

Anabela disse...

Hello,

è Vdd, o meu blogue anda paradito porq tenho andado "desviada" para o face(on the)book eh eh.
Parece que andam por aí uns vírus terminados em "ville", farmville, fishville etc e anda tudo obcecado com aquilo (pior que a gripe A), não resisti e registei-me.
Escusado será dizer que não me apetece criar vaquinhas, nem colher tomates numa quinta virtual, nem cuidar de peixinhos e afins (para animalecos tenho os meus), por isso e se bem me conheço isto vai ser uma fase que irá passar depressa e rápido, rápido, volto ao blog :)
Muito obrigada pelas tuas palavras
Beijinhos